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Carmo do Rio Claro

A cidade
 
 
 
 
Localizada a beira do Lago de Furnas, Carmo do Rio Claro, proporciona aos visitantes inesquecíveis momentos de lazer. Agricultura, pecuária e turismo são as principais atividades. A Serra da Tormenta permite a prática do vôo livre além de proporcionar uma visão maravilhosa da paisagem do Lago Furnas.
 
 
 
 
 
 
 
Com temperatura média de 24 graus, abençoada por Deus e a natureza, Carmo do Rio Claro
é uma das mais belas estâncias turísticas do estado.

É uma excelente opção para fugir da correria e do estresse dos grandes centros. Ao longo
dos anos, após ter parte de sua área inundada pela represa de Furnas, o município foi
descobrindo sua potencialidade turística.

A melhor atração do município é suas belezas naturais.

 

     
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Os artesãos
 

A Associação

Histórico do Artesanato em Carmo do Rio Claro
1912

Surgiu no famoso Colégio e Escola Normal “Sagrados Corações”  às mãos da estudante Ana Magalhães Vilela, Nicota Vilela, um doce de mamão, muito cristalizado, com alguns sucos. Embora de feitio e desenho rudimentar, ela o achou interessante e guardou-o para mostrar à sua mãe D. Maria de Lima Vilela, residente na fazenda do Cafezal. Maria gostou da idéia e juntamente com sua filha, procurou fazer doce semelhante. Sr. Adolfo Pio Sobrinho, pai de Nicota, ia auxiliando, fornecendo alguns ferrinhos de pouco corte. E os doces com desenhos iam surgindo pouco a pouco.

Depois de casada com o Sr. Joaquim Pinto Magalhães, D. Nicota ia esmerando o seu artesanato, pois o Sr. Quincas, como era chamado, ia fazendo ferrinhos mais apropriados em vários formatos (todos cartuchos de metal de balas deflagradas). D. Nicota, usando as peças confeccionadas pelo marido, recortava os pedaços de mamão, abóbora, formando os mais variados desenhos. Daí para frente a arte crescia nas mãos de D. Nicota. No casamento de sua sobrinha Maria de Lourdes, ela deslumbrou todos os convidados, quando foram servidas as bandejas com os belos e gostosos doces: fita de côco em formato de rosa-flor, tronquinhos de árvores, bolinhas de côco, doce de banana, figo, abacaxi, laranja, maracujá, etc.

As encomendas iam chegando com intensidade sempre maior. Os doces de D. Nicota começaram a atravessar fronteiras não somente no município como também do Estado e até do País, indo para a França, Itália, Inglaterra. O doce arte, foi-se difundindo aqui, ali, acolá e hoje espalhou-se por toda a cidade. É trabalhado com esmero e perfeição cada vez maior.
Naceu assim o artesanato dos doces carmelitanos cuja fama continua elevando o nome de Carmo do Rio Claro.
(Emanuel Aparecido Mendonça – 1981 (?))
Tecelagem
O tear desde os tempos mais remotos foi usado para a fabricação de tecidos com os quais se faziam roupas de cama, mesa e vestuário. Os fios eram extraídos do algodão ou do carneiro. Depois, o processo de lavar, cardar, fiar e tecer. Existia como também hoje o processo da tintura usando-se raízes, cascas ou folhas de ipê, coqueiro, argila, pau-brasil, quaresminha, etc. A tecelagem sempre foi uma das atividades predominantes tanto na cidade como nas fazendas, desde o tempo da escravidão. Em nossa cidade, temos hoje colchas, toalhas tecidas há mais de 100 anos e do mais apurado capricho e amor pela arte de tecer. As toalhas para lavabo de Carmo do Rio Claro têm tradição que remonta a época da escravatura. Quando bordadas à mão, uma por uma, em ponto de cruz, e suas franjas amarradas fio por fio em abrólio tornam as toalhas exclusivas e sem similar em todo o Brasil. Esta tradição artesanal é hoje desenvolvida por quase toda a comunidade de Carmo do Rio Claro nos seus mais diversos níveis sociais.
1968
Nasceu a idéia de se criar a Feira de Trabalhos e Artesanato com o objetivo de incentivar e divulgar o artesanato local. Nesse ano,  em julho, aconteceu a “I Feira de Trabalhos” como parte dos festejos da “Jeca no GEC em Julho”. A preocupação maior foi mostrar os trabalhos mais bonitos, mais ricos, as maiores habilidades manuais. Realizou-se no Salão Nobre do Colégio “Sagrados Corações”, à praça Dona Maria Goulart.
Por essa época quase não se teciam as hoje famosas “toalhas de lavabo”. As que apareciam eram tecidas em fio de algodão que era preparado pelas próprias fiadeiras. A comercialização maior, na época, eram os doces em compota, cristalizados, picles, mantas e cortes da pura lã de carneiro, bordados em linho, enxovais para recém-nascidos…
Esta “I Feira de Trabalhos” foi o início de uma longa caminhada…
Na ocasião, a ACAR (Associação de Crédito e Assistência Rural), atualmente EMATER, promovia uma Convenção de Clubes 4-S, sendo homenageado um carmelitano que obteve o 1º lugar na produção de milho a nível nacional. Foi assim que ficamos conhecendo Marilda Carneiro Simões, então funcionária da Regional em Passos.
Transferida para Carmo do Rio Claro e grande entusiasta do trabalho, Marilda C. Simões, incentivou a continuidade do evento. Daí e da necessidade de dinheiro para compra de livros da E.E. Santo Antônio, o trabalho de parceria com a professora Marlene Lemos. Em 1971, realizou-se a “II Feira de Trabalhos”, na antiga sede do GEC (Grêmio Esportivo Carmelitano), à rua Camilo Aschar. A partir daí a Feira começou a ser realizada anualmente, em julho, sempre com o objetivo de divulgar o nosso artesanato e a renda em benefício da educação, aquisição de livros para os alunos.
Incentivou-se, assim, o trabalho em equipe, a cooperação, o aumento da renda familiar, projeção de “artistas”, artesãos que chegaram a representar Carmo do Rio Claro, em São Paulo, no SESC, em 1976, na “I  Feira da Cultura Popular Brasileira”, com a participação de Cidinha Carvalho.
A socialização foi uma realidade, seja no sentido de produção dos trabalhos, montagem da Feira, comercialização. É impossível calcuar o número de pessoas envolvidas. Podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que assim foi lançada a semente para o processo todo que hoje envolve “Artesanato e Turismo”, pois a Feira passou a ser tradicional, recebendo visitantes das mais longíquas regiões…
E o Carmo que já era conhecido como a “cidade dos doces”, passou a ser conhecido também pelos trabalhos em tecelagem…
 
ASSOCIAÇAO DOS ARTESAOS E PRODUTORES CASEIROS DE CARMO DO RIO CLARO.AVENIDA RONDON PACHECO,775,BAIRRO SANTO ANTONIO,CARMO DO RIO CLARO,MINAS GERAIS,CEP:37150000,
TELEFONES;0XX3535611789-0XX3591023990-0XX3598213197,
E-mail: regina.crc@hotmail.com
As obras
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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